84 3198.1100 | 3198.1118 | Av. Rodrigues Alves, 861 – Tirol, Natal – RN, 59020-200

     

dicas

1

O que devo levar no dia da cirurgia?

Essa é uma dúvida frequente e eu separei algumas coisas importantes que os pacientes não podem esquecer:

• Os exames pré-operatórios. Mesmo que o cirurgião já tenha visto todos no consultório, não esqueça de levá-los no dia da cirurgia.
• As cintas/malhas compressivas, sutiã e/ou meia de compressão elástica. Se possível, leve duas unidades da cinta/sutiã, pois eventualmente elas vão se sujar de sangue.
• O termo de consentimento informado que você recebeu por e-mail.
• Uma camisa de botão ou vestido que tenha botões na parte da frente facilitam muito para pacientes que vão fazer cirurgia de mama ou abdome. Já que esses pacientes vão ter alguma limitação, principalmente, para elevação os braços.
• Uma calça de agasalho ou estilo moletom, com elástico ou cordão. Evite levar calças jeans ou calças muito apertadas.
• Um chinelo ou sandália rasteira que seja fácil de calçar.
• Itens de higiene pessoal, como escova e pasta de dente.
• Não use esmalte nas unhas. Isso pode causar interferência no funcionamento dos aparelhos de monitorização na hora do procedimento.
• Não leve brincos, relógio, joias ou piercings.

2

Cirurgia plástica na adolescência pode?

A resposta mais direta a essa pergunta é sim, porém há ressalvas.

O número de cirurgias plásticas realizadas em adolescentes subiu 141%, enquanto que, em adultos, não chegou a 40%, em um período de 4 anos, segundo a última pesquisa feita pela SBCP.

Não existe uma regra com idade mínima para realização de cirurgia plástica na adolescência. O quesito mais importante a ser avaliado, nessa fase, não é a idade e sim o grau de desenvolvimento físico. As meninas costumam desenvolver um corpo de adulto mais precocemente que os rapazes. Não raro, vemos jovens meninas de 15 ou 16 anos com corpo de mulher. Pacientes assim, não apresentam contraindicação, do ponto de vista do risco cirúrgico, pois estão no auge da vitalidade e saúde. Do ponto de vista psicossocial, a história é bem diferente.

O jovem, normalmente, é inseguro, inconstante e muito influenciável pelo meio em que convive. Muitas vezes, a ideia de se submeter a um procedimento cirúrgico pode partir da opinião ou crítica de amigos, namorado(a) ou até de artistas nos quais se inspirem.

É importante avaliar a real motivação da busca por aquela cirurgia. Essa motivação pode ser transitória e passageira. Explicar bem para o paciente como será o procedimento; que o resultado será a melhora de uma característica e não a busca da perfeição; e que esse resultado final pode levar um tempo mais demorado. Entender bem esses conceitos vai diminuir a chance de insatisfação e frustração dos jovens que, geralmente, são imediatistas e ansiosos.

Essas são algumas das cirurgias plásticas mais realizadas na adolescência:

→ Otoplastia: é a cirurgia para correção da orelha de abano. Talvez seja uma das cirurgias com indicação mais precoces. Pode ser realizada ainda na infância, normalmente a partir dos 7 anos de idade – fase em que a orelha se apresenta completamente desenvolvida. As crianças que possuem essa deformidade podem ser vítimas de bullying, o que tem grande impacto psicossocial na vida desses pacientes.

→ Redução de mamas: Mamas volumosas também podem trazer grande impacto psicológico e social na vida da mulher. Em casos extremos, pode provocar vícios de postura e desvio na coluna vertebral. A cirurgia só deve ser feita após o completo desenvolvimento do órgão.

→ Aumento das mamas: semelhante às demais, deve-se aguardar o completo desenvolvimento do órgão. Esta é uma das cirurgias estéticas mais realizadas em adolescentes.

→ Ginecomastia: é a mais realizada entre os homens. Vale salientar que o aumento do volume mamário nos rapazes pode ser fisiológico, isto é, não caracterizar uma doença real e muitas vezes a alteração desaparece ao fim da puberdade.

→ Rinoplastia: esta é uma das cirurgias que eu recomendo mais cautela. Se possível, adiar até que o jovem tenha uma boa maturidade psicológica. A recuperação é mais lenta e os resultados demoram a aparecer. Qualquer mínimo detalhe insatisfatório no pós-operatório pode ter grande impacto na vida do paciente.

3

Como escolher o tamanho do sutiã ou cinta pós-cirúrgicos?

Após uma cirurgia plástica mamária, além do cuidado especial com os curativos, é imprescindível o uso de um sutiã adequado. Ele não deve ter detalhes como rendas, costuras elevadas ou aro. Deve ter a abertura frontal e ser feito de uma malha elástica e hipoalergênica. O sutiã fará uma compressão uniforme em toda a mama, sem achatar ou empurrar as próteses para um lado ou outro. Além da função de manter a prótese no lugar até a completa cicatrização, a compressão ajuda a diminuir o inchaço. A cinta elástica para o abdome segue os mesmos princípios e evita a ocorrência de dobras indesejadas que poderiam marcar e gerar irregularidades na área operada. O uso da cinta também traz conforto e segurança para o paciente executar suas atividades cotidianas.

Para escolher o tamanho do sutiã, seria bom experimentar antes da cirurgia e ver se ficou adequado na largura do tórax. Se ficar confortável antes, provavelmente vai ficar bom no pós, mesmo com o aumento ou diminuição do volume mamário. A mesma coisa vale para a cinta.

Atenção: A cinta não precisa ser muito apertada. Compressão excessiva pode gerar diversos problemas como necrose de pele e até trombose nos membros.

Como escolher o tamanho do sutiã ou cinta pós-cirúrgicos?
4

6 dicas importantes para quem pretende se submeter a uma cirurgia plástica após grande perda de peso

A necessidade de cirurgia plástica após grande perda de peso, seja por cirurgia bariátrica (redução de estômago) ou mudança de hábitos de vida, é cada vez mais comum. Após a árdua batalha contra a balança, surge um novo desafio: solucionar o problema do excesso de pele. Aqui vão algumas dicas importantes para quem pensa em se submeter a algum desses procedimentos:

1. Peso estável: é comum ver alguns pacientes recuperarem alguns quilos após a drástica perda ponderal. Já outros pacientes passam pelo chamado “efeito sanfona”, aumentando e perdendo peso. Seja qual for seu caso, o ideal é o peso estável por pelo menos 6 meses.
2. Boa saúde: controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Muitos pacientes apresentam anemia por déficit nutricional ou alterações no ciclo menstrual, no caso das mulheres. Dependendo do porte da cirurgia e do grau da anemia, a cirurgia pode ser contraindicada.
3. Dieta saudável: estar bem nutrido é um pré-requisito indispensável. Não adianta o emagrecimento radical poucas semanas antes da cirurgia, nem dietas mirabolantes que levem à desnutrição. Isso mesmo, até pacientes obesos podem estar desnutridos e o déficit proteico compromete o processo de cicatrização. Não raro vemos esses pacientes apresentarem deiscência da ferida (abertura dos pontos).
4. Preparo psicológico: o paciente deve estar consciente e preparado para passar por cada etapa do processo. Deve estar ciente das possíveis complicações e de que os resultados podem levar um tempo para aparecer. Eventuais retoques podem ser necessários e são comuns nesses pacientes.
5. Expectativas reais: a cirurgia trará benefícios para seu contorno corporal, mas nunca poderá dar ao paciente um corpo igual a um que não tivesse ganhado tanto peso e nem um equivalente ao da juventude. É preciso entender que o procedimento também não evita o envelhecimento natural do corpo e a consequente perda de firmeza da pele.
6. Não fume: esta é uma dica básica e serve para todo tipo de cirurgia. O cigarro atrapalha o processo de cicatrização e aumenta muito as chances de intercorrências.

5

7 dicas essenciais para realizar uma cirurgia plástica com segurança:

► 1. Escolha um cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Dessa forma, você garante que o profissional é qualificado. Para fazer parte da SBCP, o cirurgião passa, obrigatoriamente, por um treinamento intensivo de 2 anos em cirurgia geral e mais 3 anos em cirurgia plástica. Após a residência, o cirurgião é submetido a uma prova rigorosa para conseguir o título de especialista. A SBCP é o órgão oficial da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) para conferir o Título de Especialista em Cirurgia Plástica. Outras sociedades ou associações relacionadas à cirurgia plástica ou estética não são oficiais, nem reconhecidas pela AMB ou CFM.

► 2. Só opere em ambiente hospitalar.
Não existe cirurgia segura se realizada em consultório. Procure clínicas especializadas de grande porte ou hospitais que tenham uma estrutura adequada e também suporte de UTI à disposição. Não diminua a segurança para reduzir custos.

► 3. Suspenda ou abandone o cigarro.
Pacientes tabagistas não são bons candidatos a realizar uma cirurgia plástica. O cigarro compromete a vascularização, aumentando o risco de necroses. Também está associado a complicações cardiovasculares e pulmonares, podendo levar à morte.

► 4. Peso adequado.
É importante tentar chegar o mais próximo possível do seu peso ideal antes da cirurgia. A obesidade aumenta o risco de complicações, como deiscências (abertura dos pontos), infecções e, até, complicações cardiopulmonares mais sérias.

► 5. Faça caminhadas no pós-operatório.
Uma das complicações mais graves em cirurgias plásticas é a trombose venosa profunda que pode evoluir com embolia pulmonar. Muitas pessoas acreditam que o repouso deve ser absoluto após uma cirurgia, porém isso é um grande erro. Pequenas caminhadas a cada 2 horas estimulam a circulação sanguínea e diminuem o risco da trombose. O uso de meias compressivas e medicações anticoagulantes são medidas complementares e também podem ser indicadas em alguns casos.

► 6. Siga à risca as orientações do seu cirurgião.
É necessário fazer os exames pré-operatórios solicitados e o risco cirúrgico. No pós-operatório, a pessoa mais indicada para orientar os cuidados, curativos e medicações é o seu cirurgião. Parece óbvio, mas, frequentemente, os pacientes recebem dicas e conselhos de amigos, parentes, blogs de internet etc.

► 7. Informe as medicações que vem fazendo uso.
Informe, inclusive, o uso de fitoterápicos, anticoncepcionais ou suplementos alimentares. Algumas medicações precisam ser suspensas com antecedência, pois podem causar sangramentos ou aumentar o risco de trombose.

voltar
 

84 3198.1100 | 3198.1118

Av. Rodrigues Alves, 861 – Tirol, Natal – RN, cep: 59020-200
     

Dr. Fernando César© 2017. Todos os direitos reservados.